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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Trabalho de Campo Geografia do Brasil 2010 (Who is?)



Todas as fotos em: http://picasaweb.google.com/mcmarciasiqueira/TrabalhoDeCampoGeografiaDoBrasil2010?authkey=Gv1sRgCOz3i_by6O2u5wE&feat=directlink

Mais um trabalho de campo com os imprevistos previstos. Embora estivesse na retificação, o ônibus não chegou às 21 horas, mas às 22. Nós éramos 40 e o segundo motorista teve de ir na parte de descanso, não caberia todo mundo se  dois dos alunos não tivessem faltado. A lista somava 44 pessoas.
Mudança de hotel (Cassino para o San Diego e finalmente para o Lanville), rolo de hotel e alguma chuva antes, durante, e na chegada. Todo vivos e inteiros. Ou quase. Mas com algum conhecimento novo. A fronteira é sinônimo de movimento e mudança. Língua, gente e paisagem. Nunca a carteira de identidade foi tão necessária, e a palavra identidade como parte cultural ficou tão visível. Comparar para se reconhecer. Foi isso a todo instante. Câmbio de moedas, de língua, de gente. E por que não, de preços. Burger King, MacDonald são iguais em qualquer lugar, menos o preço dos sanduíches. E Quilmes, nome de uma tribo indígena argentina extinta teve outro significado. Qual? Ver aqui.  Hermanos de fronteira, de ações e de objetos, não é Velho Milton Santos?
Pegamos o busão para Hernandarias no terminal urbano de Foz perto da Rodoviária rumo ao Museu da Terra Guarani. Conhecemos um pouco do passado do povo guarani, que ao chegar se superpôs aos gês com alguns conflitos. Entraram pelos rios em direção ao sul até a bacia do Paraná e Iguaçu. Quando as  Missões Jesuíticas se instalaram implantando as reduções, os guaranis foram se agrupando, e depois deslocados pelos bandeirantes paulistas na direção do atual Paraguai (Salto del Guairá foi o limite oriental) e da Argentina (a Província de Missiones tem esse nome por isso). Conhecemos a parte de conservação ambiental da Itaipu Binacional que fica em solo paraguaio. Depois foi bater cabeça em Ciudad del Este, levantar as quadras e se sentir num formigueiro. Nota para a exploração do trabalho infantil na venda de meias. Ao fogo do inferno quem manda vender e quem vende aquelas meias. Mais de duas horas naquela cidade num sábado e eu nem me reconheço depois. Mas valeu pelo cd pirata devidamente procurado que tivesse a cumbia Bonbón Asesino. Quem quiser escutar o hit argentino que bombou em 2007 e toca até hoje está aqui.
Na hora do descanso, sábado à noite, reencontrei o bife de chorizo e, numa emulação de Buenos Aires distante, uma sequencia de tangos muito bem cantados num barzinho (Angelo Caffè - situado na Calle Brasil, esquina com a Av. Victória Aguirre) em Puerto Iguazu pelo Martin (Clique aqui para escutá-lo). Mas tem também pra quem gosta de balada. Tem a Barranca e Cuba Libre.

No domingo, com menos uma hora de sono pelo horário de verão, conhecemos o ecomuseu no parque das Cataratas do Parque Iguazu (ARG), aberto e grátis. Visitamos os vários circuitos das Cataratas. Eu fiz o Circuito Inferior, que ainda não conhecia e encontramos uma família de quatis em pleno almoço, com direito a poses, mostrando a barriguinha. Uma agradável maratona para quem fez todos os circuitos: inferior, superior e a Garganta do Diabo.
Nada como entendermos como é o Brasil ao termos de fazê-lo através da comparação com o(s) outro(s). Nosostros e vosotros.  Basta por algumas horas ficarmos sem escutar a língua portuguesa, ou perguntar quanto vale a nossa moeda na moeda dos outros. Ou escutando um portunhol ou tentando entender o guarani.
Quem escutou ou leu que os shopping centers são o centro do consumo, é porque nunca botou os pés em Ciudad del Este. E só não consumiu quem não quis ou pode. Artigos da Bvlgari coexistindo com os velhos coletivos de lotação paraguaios. Guarânias e cumbias villeras somados ao sertanejo e ao pagode. Uma confusão, um caos aparente cuja lógica e organização estarão descritas e entendidas na caderneta de campo. Isso tudo é o território do Mercosul, Mercosur, como quiere usted.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Atividades de Domingo (Horário de Verão no Brasil, mas não na Argentina)

Entrada
Pesos
Reais
Residentes Mercosur (Brasil, Uruguay y Paraguay)
45
$ 23,00







Atividades no Parque:

Centro de Interpretación “Ybirá Retá” - 25 minutos

Circuito Inferior - 2 horas

Circuito Superior - 1:15 horas

Circuito Garganta del Diablo - 2 horas

Circuito Isla San Martín - 2 horas

Sendero Verde - 20 minutos

Sendero Macuco - 3 horas

Centro comercial de artesanías y exposiciones Tiempos de transporte en el Tren Ecológico de la Selva:

Estación Central – Estación Cataratas - 7 minutos

Estación Cataratas – Estación Garganta del Diablo - 15 minutos. (sumar a estos tiempos el ascenso – 5 minutos- y descenso –5 minutos- de pasajeros) - 30 minutos

Horários de ônibus Puerto Iguazu-Parque Nacional de Iguazu

Horários de ônibus Foz-Puerto Iguazu-Foz

 

Alunos por quartos Hotel Cassino

Alunos por quarto
Quarto
No.
Quarto 1: Bruno, Rodrigo Birelo, João Artur, Marcos
Aziz Ab’Saber


Quarto 2: Paulo Gustavo, Francisco, Tiago, Eduardo Furuta
DeMartonne


Quarto 3: Eliane, Hellen, Flávia, Rosana
Nice Lecoq Muller


Quarto 4: Haila, Denise, Karen, Michele
Lysia Bernardes


Quarto 5: Mayara, Claudinéia, Meire, Letícia
Eliseé Reclus


Quarto 6: Márcia, Luísa, Emiliana, Viviane
Jean Brunhes


Quarto 7: Paulo Torres, Rodrigo, Willian, Luís
Milton Santos


Quarto 8: Sérgio, Leandro, Eduardo Mendes, Eduardo Oliveira, Edi
Pierre Monbeig


Quarto 9: Jurandir, Alessandro, Laércio, Devanildo, Valdelino
Josué de Castro


Quarto 10: Jairo, Guilherme, Alexandre, Antonio, Sérgio Paulino
Max Sorre


Museu da Terra Guarani (sábado de manhã)

Museu da Terra Guarani
O que é?
O Museu da Terra Guarani resgata os 10 mil anos de ocupação e cultura guarani na margem paraguaia da Itaipu.
O que fazer?
Conhecer a fundo a milenar cultura guarani, rica em diversidade e ainda viva na margem paraguaia da Itaipu. O Museu da Terra Guarani ilustra os 10 mil anos de história dos povos indígenas da região. Ao longo dos séculos, estas populações mantiveram suas raízes, inclusive o idioma, o guarani, língua oficial do Paraguai. O acervo inclui um interessante arquivo audiovisual em que os indígenas falam de sua visão de mundo. O Museu da Terra Guarani é uma viagem também pela memória do Rio Paraná e sua natureza.
Quando?
De terça-feira a sábado, das 8h às 11h30 e das 14h30 às 17h, aos domingos das 8h às 11h30. Às segundas fecha para manutenção.
Quanto?
Entrada gratuita.
Onde?
Rodovia que liga Ciudad Presidente Franco a Saltos del Guairá, a 11,5 km de Ciudad del Este – Hernandarias (Paraguai).
Tem dúvida?
(061) 599-8040 / fax (061) 599-8045 / arevalos@itaipu.gov.py

Observar a anotar as diferenças de procedimentos na passagem pela fronteira. Se possível, entrevista com guardas aduaneiros (Polícia Federal e Receita Federal).

Grupos de levantamento por quadras Ciudad del Este (sábado à tarde)

Anotações na caderneta de campo e fotografias (registrar as placas de ruas e avenidas). O objetivo de cada fotografia é registrar e avaliar a qualidade da paisagem sob os seguintes elementos:
  • Infra-estrutura sanitária:
Presença de Lixo nas ruas;
Presença de Lixeiras;
Presença de poços.
Existência (ou não) de rede coletora de esgotos;
Presença de hidrômetros nos lotes indicando a distribuição de água tratada; Sistema de drenagem urbana – poços de visitas e sarjetas – e valas de esgoto, caracterizado pelo odor desagradável;
  • Áreas verdes: Cobertura vegetal existente e tipo.
  • Impermeabilização do Solo: incidência de área impermeabilizada e níveis de infiltração;
  • Organização espacial:
Largura das ruas;
Presença de meio-fio;
Loteamentos consolidados pela Prefeitura;
Alinhamento predial;
  • Infra-estrutura viária: Presença de rodovias caracterizada pelo porte de circulação de veículos e avenidas urbanas caracterizada pelo fluxo e porte;

Grupo 1: Calles Camilo Recalde, San Blás (Marginal Norte), Regimiento Sauce. Referências: Shopping Mina India e Rahal Shopping Center. EDUARDO DE OLIVEIRA, MEIRE CRISTINA DA SILVA e SERGIO PAULINO DE ARAUJO.
Grupo 2: Calles Camilo Racalde. Emiliano R.  Fernandez. EDUARDO FURUTA GONCALVES, FRANCISCO SILVA JUNIOR e LUIS ENRIQUE DA SILVA.
Grupo 3: Calles Capitán Miranda, San Blás, Camilo Recalde, Marechal Lopez. ALEXANDRE BRUNO NEVES D ALMEIDA, ANTONIO FERREIRA DA SILVA JUNIOR, GUILHERME BALLAROTTI DA C FRANCO e JAIRO SOARES COSTA.
Grupo 4: Rodovia Internacional, Calles San Blas. BRUNO DOS REIS BORTOTTI, KAREN CARLA CAMARGO, RODRIGO LOURENCO ARISTIDES e RODRIGO MARCELO BIRELO.
Grupo 5: Av. Monseñor Rodriguez.  Av. Adrian Jara São 3 quadras. ALESSANDRO PESARINI MULLER, DEVANILDO DOS REIS SOUZA, JURANDIR BUSSULO, LAERCIO VOLOCH e LUIZA REGINA ALIGLERI.
Grupo 6: Av. Adrian Jara, Capitán Miranda, Av. Pai Perez e Plamplega, Curupaity. São 3 quadras. CLAUDINEIA EMANUELE DE OLIVEIRA, LETICIA SORRILHA DE SOUZA, MAYARA CRISTINA MORAIS e VIVIANE CAPRA.
Grupo 7:  Av. San Blas, Calle Abay. Av. Adrian Jara. Pai Perez. Av. Carlos Antonio. Lopez. São 3 quadras. DENISE SANTOS DE LUCA, EMILIANA ALVES DA SILVA, HAILA LUIZA AMORIM, JOAO ARTUR DE OLIVEIRA LARA e MICHELLE ALVES DA SILVA.
Grupo 8: Av. Monseñor Rodriguez e Calle Abay, Regimiento Piribebury e Av. Adrian Jara. São Duas quadras. ELIANE RODRIGUES CLAUDINO, FLAVIA TOZZI, HELLEN PAULA PRENZLER DA SILVA e VALDELINO APARECIDO LATANZA.
Grupo 9: Av. Carlos Antonio Lopez. Av. Adrian Jara. Itá Ybaté, Rubio Nu. São duas quadras. EDUARDO FURUTA GONCALVES, EDUARDO ROGERIO MENDES, LAERCIO VOLOCH, ROSANA APARECIDA CAMPOS e SERGIO KAORU NAKASHIMA.
Grupo 10: Calles Regimiento Sauce, Camilo Recalde. São 2 quadras, sendo uma delas com residências.
PAULO GUSTAVO VILLAS BOAS, PAULO SERGIO TORRES, TIAGO ROBERTO SILVA SANTOS e WILLIAM RODRIGUES SALOMAO.