Ano 2005: Aqui estão as anotações que ficaram de fora da caderneta de campo. Seria mais um blog da caderneta de campo. Tudo começou quando fui comprar dvds piratas nos mesiteiros paraguaios. Papo vai, papo vem, pedi um cd ou dvd da banda Sonora Dinamita que toca cumbia tradicional. Fui confundida de cara como sendo argentina. Meu castelhano está melhor do que eu pensava. Me interessei pelo dvd de Reaggeton e disse que era pro meu filho adolescente. Depois de uma conversa sobre a Sonora Dinamita e a surpresa do mesiteiro pelo meu interesse musical - Cumbias tradicionais, ganhei na faixa um dvd - Aguante la Villa. Algumas são músicas românticas e outras de cumbia villera. As primeiras têm a cara do programa do Faustão. Mas nada é tão simples assim. As legendas do dvd piratão não pareciam bater com o que eu estava vendo. Fui pesquisar, pois nas imagens apareceram rostos de gente curtindo a música. No palco, um monte caras ora com o jeito do Felipe Dylon, ora Marcelo D2. No dvd aparece um nome - La Granja.com. O que é isso? Não consegui encontrar. Mas as camisetas Reebok, bermudões, tênis de grife, bonés com abas viradas e outros ícones da globalização são o figurino constante.
Foi aí que eu descobri a cumbia villera. E dá-lhe cumbia, pelo menos no refrão. O resto da música é arrastado, num batidão hip hop latino. Mas o mais louco é Pibes Chorros. Visual meio punk meio gótico. Mistura-se tudo. Correntes, caveiras, um teclado em forma de guitarra de onde flui o som de flauta andina. O visual é uma tese antropológica. O desenho de cannabis sativa na bandeira.Óculos escuros como Bono Vox, jaqueta com capuz (como Eminem), um lenço ao pescoço como o dos palestinos. Mas é só visual. Permanece o ritmo mas as letras falam de drogas, chapação, "cachorras". Tati Quebra Barraco não se sentiria fora do ambiente.
Há várias tendências dentro do movimento Movida Tropical (argentino)e a cumbia villera é uma delas.
As opiniões vão do amor ao ódio passando pela censura. Uns defendem que suas letras incentivam o crime (já não ouvi coisa parecida aqui no Brasil?) outros defendem porque gostam. O presidente Kirchner fez uma grande média e disse que gosta, mesmo com aquele jeitão de aristocrata portenho. Seria o mesmo que o Fernandão Henrique falar que gostava de batidão e cantava Boladona no banheiro.
A cumbia villera é a trilha sonora dos efeitos sociais e econômicos do FMI.
Trash ou cult? O tempo dirá.
Aguante la Villa (Aguentem a favela)
Reggaeton foi importado de Porto Rico e compete com a cumbia entre os villeros argentinos. Os temas das músicas são sexo, drogas, os objetos de desejo são os objetos de grife. Consumo já!
Filmes de apoio:
Urbanização: Cidade de Deus
Desemprego e migrações internacionais: Terra Estrangeira
A Geografia da Violência no Brasil Movimento de Dinheiro e Tráfico de drogas na Amazônia
Criminalidade
Dados de Mortalidade (DATASUS)
Anotações: http://marciasiqueira1953.wordpress.com/2005/11/16/galopera-e-cumbia-villera/
Aguante la Villa (Aguentem a favela)
Reggaeton foi importado de Porto Rico e compete com a cumbia entre os villeros argentinos. Os temas das músicas são sexo, drogas, os objetos de desejo são os objetos de grife. Consumo já!
Filmes de apoio:
Urbanização: Cidade de Deus
Desemprego e migrações internacionais: Terra Estrangeira
A Geografia da Violência no Brasil Movimento de Dinheiro e Tráfico de drogas na Amazônia
Criminalidade
Dados de Mortalidade (DATASUS)
Anotações: http://marciasiqueira1953.wordpress.com/2005/11/16/galopera-e-cumbia-villera/
No ano de 2009: ver em http://geografiauel2009.blogspot.com/search?updated-max=2009-12-10T11%3A11%3A00-02%3A00&max-results=7
Fotos em 2008: http://picasaweb.google.com/mcmarciasiqueira/TCFozDoIguaU2008ProfaMRcia#
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